sexta-feira, setembro 30, 2011

É isso aí

e isso ai

Preparei uma roda de samba
Só prá ela
Mas se ela não sambar
Isso é problema dela
Entreguei um palpite seguro
Só prá ela
Mas se ela não jogar
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Isso é problema só dela...

Tô cansado de andar por aí
Curtindo o que não é
Preocupado em pintar
Na jogada que dá pé
Só que tem
Que eu tô numa tão certa
Que ninguém me diz
Quem eu sou
O que devo fazer
E o que eu não fiz...

Separei um pedaço de bolo
Só prá ela
Mas se ela não provar
Isso é problema dela
Inventei na semana um domingo
Só prá ela
Se ela for trabalhar
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Esse é problema é só dela…

Tô cansado de andar por aí
Curtindo o que não é
Preocupado em pintar
Na jogada que dá pé
Só que tem
Que eu tô numa tão certa
Que ninguém me diz
Quem eu sou
O que devo fazer
E o que eu não fiz...

Comprei roupa
Sandália e um sapato
Só prá ela
Mas se ela não usar
Isso é problema dela
Aluguei uma roda gigante
Só prá ela
Mas se ela não rodar
Isso é problema dela...

Isso é problema dela
Isso é problema dela
Isso é problema dela
Esse problema é só dela...

Sidney Miller

O que não posso

o que eu nao posso

Eu não prometo o que não posso cumprir, eu não me comprometo com o que não vou conseguir fazer. Eu mudo, mas não dou para trás no meio do caminho e nem na borda do precipício.

Dificilmente me programo para qualquer coisa, o que quer que seja e refugo na hora h. Quando digo sim, eu o falo com letra maiúscula e convicção.

Não posso, não quero e não vou, com este texto, criticar quem quer que seja porque cada um sabe de si e tem seus motivos para fazer aquilo que lhe for mais conveniente. Se eu faço as coisas de um jeito, se sou de uma maneira distinta, isso é um problema meu e por mais que me chateie, entendo que como minha sabia mãe dizia, ninguém nasce agarrado com ninguém.

Quando se quer muito uma coisa ou quando se cria expectativa demais em torno de algo, as chances de frustração são enormes. Essa frustração é única e exclusivamente minha e de mais ninguém. Eu a criei alimentei e fiz com ela tivesse força suficiente para me atingir.

Mais uma lição para o caderno, mais um ponto a ser observado e evitado nas próximas vezes. Cabeça para cima, bola para frente, sorriso no rosto e vida que segue.

quinta-feira, setembro 29, 2011

E você se foi

e voce se foi

Fazem exatos dois anos que tudo terminou. O castelo desmoronou e seguimos cada qual seu inevitável destino. Você Grécia e eu Madri.

Não gosto de pensar no passado como algo que aconteceu, passou e acabou. Gosto de pensar no passado como um livro que tem uma linda história e que como toda a história tem um fim. O nosso livro tinha capa dura e detalhes em dourado, foi escrito com carinho a quatro mãos e terminou porque tinha de terminar.

Contando assim para quem não leu fica difícil narrar com precisão as passagens e os diálogos interessantes que marcaram cada capítulo. Você foi especial demais para mim e me alegro toda vez que um capítulo de nossa história vem a minha mente. Lembrar dos nossos sonhos e loucuras me da animo e uma vontade louca de reescrever o mesmo livro com você. Pena que não dá mais.

Como é mesmo o nome dele? Não me conte, não quero chamar pelo nome o novo co-autor da sua história. Prefiro chamá-lo de um desses que lhe conquistou com um sorriso, mas que não vai fazer com que você esqueça aquilo que fizemos durante o tempo em que eu olhava em seus olhos e dizia que te amava.

Eu estou bem e obrigado por não perguntar, acho que você se importa a sua maneira, e não querer saber de mim é a sua maneira. Faz parte e você tem todo o direito de tentar me esquecer, mesmo que isso seja impossível.

Eu também tentei e não consegui. Agora não quero mais tentar, vou deixar o tempo apagar o que restou e seguir em frente.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Caminhos de sol

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Sem você a vida pode parecer
Um porto além de mim
Coração sangrando
Caminhos de sol no fim

Nada resta mas o fruto
Que se tem
É o bastante pra querer
Um minuto além
Do que eu possa andar
Com você

Te amo e o tempo
Não varreu isso de mim
Por isso estou partindo
E tão forte assim

O amor fez parte
De tudo que nos guiou
Na inocência cega
No risco das palavras
E até no risco da palavra
Amor

Herman Torres e Salgado Maranhão

Saco de pancadas

saco de pancadas

Isso dói muito e poucos sabem o quanto. Não há ser humano que resista a tanta pancada.

Eu me cansei de apanhar, me cansei de sofrer e de me iludir achando que tinha chance de vencer lutas perdidas. Joguei-me varias vezes contra o muro e o máximo que consegui foi um band-aid, um monte de ossos quebrados e o coração partido.

Para que lutar contra o que não se pode vencer? Para que entrar em uma briga perdida? Apenas para ter o prazer de dizer que pelo menos tentou?

O corpo todo dolorido, a cara toda arrebentada, o cerebro em frangalhos com os pensamentos a mil e você com aquela cara de idiota sorrindo e dizendo: “Eu tentei. Sabia que não ia conseguir nada, que ia me ferrar de novo, mas eu tentei.”

Desculpem-me, mas prefiro não mais sofrer desilusão, prefiro a solidão sem dor. Não quero ser o saco de pancadas querido e preferido de todos.

Medo? Acho que apenas acumulo de decepções comigo mesmo. É sempre a mesma coisa e no fim quem fica estirado, perdido em pensamentos e tentativas de voltar a ser o que era antes sou eu e mais ninguém.

Eu não desisti, mas não quero e não vou apanhar de graça. Muito menos por alguém que não mereça.

terça-feira, setembro 27, 2011

Não preciso dizer

nao preciso

O ruim da coisa toda é que você nunca vem e eu acabo esperando demais. O ruim da coisa toda é que sou impaciente e por isso, sempre que você demora eu me apresso em desistir.

Quando vou embora muita coisa acontece e só depois que você chega é que as coisas voltam ao lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Tenho visto tanta gente por aí que nem mais sei em quem acreditar. Tenho ouvido tanta coisa por aí que nem mais sei no que acreditar. Continuo confiando em nós e naquilo que fazemos embaixo dos lençóis.

Não preciso dizer que te amo...

segunda-feira, setembro 26, 2011

Ainda bem – Video Clipe Oficial

Ainda bem

ainda bem

Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz para merecer
Você
Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava afim
Até desacreditei
De mim
O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me fez cantar
Assim
O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim

Marisa Monte e Arnaldo Antunes

domingo, setembro 25, 2011

Vem 2

vem 2

Eu poderia ter dito não, mas optei pela facilidade do sim em detrimento daquilo que acredito. Você não me pediu nada e muito menos me ofereceu coisa melhor. Apenas perguntei seu nome e você me disse seu sobrenome.

Conhecemos-nos ao acaso, nos encontramos por querer e ainda insistimos nisso que muitos chamam de amor, porque não sabemos outra coisa fazer senão amar.

Chamam de loucos aqueles que ousam ir contra as teorias reinantes... E ainda nos chamam de tolos porque acreditamos que é possível, mesmo ante ao ceticismo reinante. Ainda temos fé e é essa nossa fé que vai nos levar onde queremos.

Acompanha-me ou vou seguir sozinho? Não preciso dizer que preciso muito de você ao meu lado...

sábado, setembro 24, 2011

Quem sabe o amanhã

quem sabe

Passando pela rua a caminho do trabalho, um habitante da mesma perguntou: "Quem sabe o amanhã?”

De pronto respondi apenas para mim: "Eu não sei o amanhã, ninguém sabe o amanhã e quem diz saber se engana tal e qual a cigana.”

Pensando em minha reposta e ainda caminhando, vi que estou errado. Todos sabem o amanhã e ele é construído por nós mesmos todos os dias, em um moto continuo. A cada adormecer e não somente a cada amanhecer.

Se levarmos para a cama magoas recorrentes, assuntos não resolvidos, amores não declarados, estaremos fermentando a angustia dentro do peito. Quando amanhecer aquela angustia retida terá se transformado em um tijolo imperfeito, oco e sem valor. E é justamente esse tijolo que fará parte da construção do nosso amanhã.

Com vários tijolos imperfeitos, ocos, teremos um amanhã frágil e pronto a desmoronar a qualquer instante. Aí de nada adiantarão as lamurias e tentativas vãs de reconstrução, pois o tempo perdido demora a ser recuperado.

Quem sabe o amanhã são aqueles que o constroem sólido todos os dias, não guardando magoas e rancores. Não sofrendo por amores impossíveis, não deixando para amanhã o beijo de hoje e muito menos fazendo as coisas apenas porque tem de serem feitas.

Nós a cada gesto e atitude sabemos o amanhã, portanto, não se desculpe depois pelos erros de hoje.

 

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