sábado, setembro 07, 2013
Escolho você
A vida é curta
Mas os sonhos não são
Eu rio do passado
Espero o futuro com a faca na mão
Defino cada passo que dou
Minhas escolhas revelam o que eu sou
E eu escolho você com todos seus defeitos
E esse jeito torto de ser
Eu escolho você destino imperfeito
Todo carne, osso e confusão
Quem vive de principios
Não tem meios, nem fins
Eu quebro as minhas leis
Pois só assim elas pertencem a mim
E eu que sempre fui da turma do talvez
Me joguei sem paraquedas no sim
E eu escolho você com todos seus defeitos
E esse jeito torto de ser
Eu escolho você destino imperfeito
Todo carne, osso e confusão
Não tem porque tentar se justificar
Se foi meu coração que decidiu por mim
Mas se a escolha fosse minha
Eu escolheria você mesmo assim
Eu escolho vc com todos seus defeitos
E esse jeito torto de ser
Eu escolho você destino imperfeito
Todo carne, osso, pele, boca e coração
Sandy Leah, Jason Tarver & Lucas Lima
sexta-feira, setembro 06, 2013
Existência nula
Muitos fazem de conta que nada aconteceu e com isso conseguem viver uma vida mais ou menos, sem emoções, sem tensões, sem medos e sem adrenalina. Mais do que viver uma vida que não se presta, eles conseguem passar incólumes, sem nada representar ao todo. São do tipo descartáveis, vieram ao mundo a passeio e sem nenhuma pretensão de mostrarem serviço. Para eles, menos é tudo e muito mais.
Por vezes fico me perguntando se eles não são mais felizes do que a maioria pelo simples fato de não se importarem, se eles não conseguem evitar tudo o que nos é desnecessário e assim suportarem melhor o dia a dia. Só que não, isso não acontece, porque eles não suportam ou evitam, eles não existem para a vida.
Pessoas assim não são ruins, apenas são como os retardatários de uma corrida, você os passa e pronto. Eles continuam correndo indefinidamente sem objetivo e pressa de chegar, querem apenas seguir e esperar o combustível acabar para se despedirem da corrida.
E já que nada os aflige, e eles se sentem bem assim, que continuem fazendo de conta que nada aconteceu, pois realmente nada vai lhes acontecer.
quinta-feira, setembro 05, 2013
Uma moeda ou um diploma
O que você espera que a vida lhe dê? Uma moeda de agradecimento ou um diploma pelos serviços prestados?
O fato de você ser um idiota completo, que prega de bom moço, não lhe faz merecedor de nada além de pena. Sim, é apenas isso que você vai ganhar da vida, será digno de pena e nada mais. O seu sofrimento não tem validade alguma, pois você sofre porque quer. Por várias vezes foi avisado que isso iria acontecer, já passou por isso antes e mesmo assim insiste em fazer de conta que as coisas serão diferentes. Azar o seu.
Não adianta recorrer aos livros ou programas de TV que dizem que você é o “cara” e que todo o resto não presta. Definitivamente você precisa entender que essa coisa de certo e ou errado não existe. Caso realmente você queira e precise insistir nesta tese, leve em conta que você é o errado de toda a história por nunca acreditar nos fatos e reconhecer que suas ações eram fadadas ao fracasso.
Colocando-se em posição de vitima, você jamais vai sair desse moto continuo e sempre será aquele que todos vão amar ter por perto e só isso. O melhor a fazer é ou se conformar com pouco ou mudar de rumo e procurar outras paragens.
quarta-feira, setembro 04, 2013
Quando o coração fala mais alto 2
Quando a cabeça comanda as ações a razão fala mais alto. Quando não é ela que está à frente dos processos, aí é o coração quem manda e a emoção dita o ritmo. O mais sensato seria que ambos trabalhassem em conjunto e não um assumisse a liderança em detrimento do outro. Juntos e em equilíbrio, a razão cuida da parte logica e racional enquanto que o coração impede que a frieza da racionalidade elimine por completo os sentimentos que devem existir.
Mesmo sabendo ser uma ficção, história saída da mente de seu criador, por culpa do coração e das emoções, choramos e nos emocionamos ao final de um filme. Mesmo querendo, por culpa do cérebro evitamos ajudar a tudo e a todos. E é muito em cima desse “conflito” que se baseiam as nossas relações.
Quantas vezes não tivemos vontade de dizer aquela pessoa especial o quanto ela era importante e não o fizemos porque pensamos com nosso lado racional e concluímos que, por algum motivo, não valia a pena. O medo da rejeição, o medo da aceitação, a preocupação com padrões da sociedade e toda uma série de outros fatores, pode desencadear uma resposta da razão em detrimento a vontade do coração.
Calamos o sentimento dando voz à razão, mas não arrefecemos as emoções, que continuam a esperar a oportunidade de se manifestar, quando talvez nosso lado logico esteja ocupado com outras preocupações e deixe falar mais alto o coração.
terça-feira, setembro 03, 2013
Nem sempre faz sol
Existem finais de semana em que a chuva cai. O tempo muda, as nuvens aparecem, o sol se esconde e chove. Não é chuva miúda ou de verão, não passa rápido, é chuva das boas, que molha sem pena. Nestes finais de semana, é prudente ficar em casa, recolher-se ao repouso e aguardar com paciência o tempo melhorar.
Assim como quando a chuva cai, deveríamos fazer o mesmo naqueles momentos que nossa emocional esta nublado, em que as ideias não correspondem ao que está realmente acontecendo. Nestes momentos, deveríamos nos recolher e esperar passar. Não é preciso o isolamento, mas é necessário interiorizar, respirar fundo e tentar compreender o que se passa do lado de dentro, lá no fundo do peito.
Forçar-se a fazer o que seria o esperado, é colocar-se em posição vulnerável, é abrir as defesas para as armadilhas do psíquico e correr o risco de se envolver em desencontros emocionais. É estar presente de corpo, mas não de alma. É sorrir quando se quer chorar, é falar quando se quer silenciar. Os prejuízos causados pela exposição desnecessária não podem ser medidos de imediato, mas são sentidos quando somos confrontados com nossas mais profundas emoções.
No instante em que a noite cai, quando o corpo repousa, a mente trabalha e produz, nos colocando frente a frente com nossa tempestade interior e dela não podemos escapar. Nesse momento nossos medos vêm à tona e tudo o que mais temíamos acontece e somente porque não soubemos respeitar o nosso toque de recolher.
Quando queremos demais, quando cometemos excessos, pagamos por isso de uma forma ou de outra, porque temos que compreender que nem sempre faz sol.
segunda-feira, setembro 02, 2013
Para constar
Não é comodismo o fato de querer estar com alguém, mesmo que seja meramente por estar, sem compromisso, sem querer envolvimento. Querer ter alguém e ao mesmo tempo querer a liberdade de uma vida sem ninguém, não é um contrassenso.
O que eu quero dizer é que não sei viver sozinha, sem alguém para chamar de meu, e isso, quero deixar bem claro, não é por carência ou falta de amor próprio. Todas as minhas amigas tem um namorado, um noivo ou até mesmo um ficante de longa data, por que eu não posso ter alguém. Sei que neste momento muitas pessoas estão me criticando por isso, mas é assim que eu sou e não pretendo mudar.
Gosto de saber que quando quiser tenho um ombro para repousar, gosto de saber que ele está lá enquanto eu estou aqui e que ele não vai me “incomodar” com bobagens e coisas pequenas. Estar sozinha, não significa que eu esteja disponível, pois o tenho e o respeito, como se ele estivesse ao meu lado.
Já disseram que não o amo, que só quero usa-lo e muitas outras sandices, mas não ligo com o que falam de mim, eu sei o que quero e o que faço. Ele também está pouco se lixando para tudo e seguimos juntos, até quando for bom para mim e para ele.
domingo, setembro 01, 2013
Manhãs de Setembro
Fui eu quem se fechou no muro
E se guardou lá fora
Fui eu quem num esforço
Se guardou na indiferença.
Fui eu que numa tarde
Se fez tarde de tristezas
Fui eu que consegui
Ficar e ir embora
E fui esquecida
Fui eu!
Fui eu que em noite fria
Se sentia bem
E na solidão
Sem ter ninguém
Fui eu!
Fui eu que em primavera
Só não viu as flores
E o sol
Nas Manhãs de Setembro.
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar.
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs de Setembro
Nas Manhãs!
Vanusa & Mario Campanha
Estonteante
É, eu posso jejuar por ti
Difícil é me cansar de ouvir
A rouquidão da sua voz
Jogando charme pelo ar
Não sabe o quanto me seduz
Já vem você me estontear
Guardei no meu olhar
Eu sei
Eu posso desenhar você
Reproduzir com perfeição
Seus traços posso detalhar
Gravados na imaginação
Eu tô querendo te provar
Aceita aí, aceita aí
Aceita o meu amor
Receba o meu calor
Me livra dessa dor de vez
Pro mundo ter mais cor
Deixa de lado a insensatez
André Renato & Felipe Silva
Eu me basto em mim
Simples como a água da chuva, sou eu sem a menor vontade de pertencer. Quando todos querem parecer eu sou. Verdadeiro comigo, sincero no que falo e confiante no que acredito. Viver é fácil, as pessoas complicam demais com teorias do caos e reflexões a cerca do nada.
Não tenho a mínima necessidade de estar inserido no contexto alheio, pois o meu é deveras mais interessante, e por que não, o certo. A receita do bolo não existe, apenas aprendi desde cedo a me bastar sem precisar de complementos, alentos, falsas promessas e felicidades de momento.
O pouco que me satisfaz é suficiente para durar e é o que vale a pena. Invisto em mim, o maior ativo que já encontrei até hoje e não me arrependo nem um pouco das turbulências e dos caminhos errados, fazem parte da construção do todo. Quem espera demais alcança de menos, quem não corre atrás sempre fica para trás.
O sol esquenta, o frio gela, eu existo e é assim, do meu jeito, a minha maneira.